quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Notícia: Sobre Sátiras e Eleição

Como postei sobre a proibição dos humoristas de expressarem sua opinião no período eleitoral e esta questão é crucial para o debate político em nossa sociedade, na medida do possível, pretendo acompanhar o caso.

Ontem (25 de agosto) no JN vi uma notícia sobre o assunto na qual a Abert, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade de trechos da lei eleitoral que proíbem as emissoras de veicularem programas que possam degradar ou ridicularizar candidatos nos três meses que antecedem as eleições.

"Na ação, a Abert ressalta que as restrições inviabilizam a veiculação de sátiras, charges e programas humorísticos neste período. E que a liberdade de expressão é tão importante para a democracia quanto o próprio processo eleitoral", JN 25 de agosto de 2010.

Espero que prevaleça o bom senso e seja possível um bom debate político ainda para este pleito.

A notícia do JN:

domingo, 22 de agosto de 2010

Questione: Eleições Sem Graça!

Uma resolução aprovada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no final de 2009 estabeleceu que, desde o último dia 1º de julho, as emissoras estariam proibidas, em sua programação normal, de “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem, ridicularizem candidato, partido político ou coligação, bem como produzir ou veicular programa com esse efeito”.

Não estava entendendo nada, assistia a meu programa humorístico semanal preferido e o apresentador reclamava que não podia fazer sátira dos candidatos e da eleição. A coisa parecia tão absurdamente irreal que meu cérebro não processava o que estava acontecendo. Parecia aquelas pessoas que riem da piada minutos depois quando a graça já acabou. Era inacreditável, inconcebível, mas era verdade.

Não quero falar em censura, mas no mínimo é uma extrema falta de bom senso. Não gostaria de escrever isso aqui, mas a política e os políticos no Brasil são totalmente desmoralizados, e isso não é de agora. Eles mesmos são os responsáveis por isso dado o descaramento que corrompem nossas instituições e a postura que assumem ao exercer seus mandatos. Assim, só contribuindo para o afastamento da pessoa comum da política, gera desinteresse e, para muitos, uma eleição nada mais é que uma obrigação a se cumprir imposta de cima.

A sátira, o deboche, a piada servem para trazer ao nível popular um assunto que naturalmente seria árduo, permite a reflexão, pois fala ao povo numa linguagem que ele entende, aproximando-o o tema. A sua proibição causa afastamento, retira o direito de um auto-exame das instituições e do espírito da sociedade, causando embrutecimento, alienação e distanciamento.

Satirizar a política, as eleições e os candidatos são a ferramenta utilizada pelos humoristas e comediantes como expressão de suas idéias e opinião, é o modo de espelhar os acontecimentos reais. Isso não foi inventado agora, não é recente, historicamente humor e política sempre andaram de mãos dadas, a novidade é que agora as eleições perderam a graça por imposição da Lei.

Abaixo algumas imagens que selecionei na internet que mostram que o humor e a política sempre estiveram juntos.




Passeata Humor Sem Censura realizada em 22/08/2010 em Copacabana:


A Passeata pelas ruas

Hélio De La Peña do Casseta e Planeta

Bruno Mazzeo estava presente

Danilo Gentile do CQC entrevista Claudio Manoel do Casseta e Planeta

Lucio Mauro Filho expõe seu ponto de vista


O que estão falando a respeito:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/781345-muito-politico-faz-chorar-com-a-mesma-materia-prima-que-o-humor-faz-rir-diz-danilo-gentili.shtml


http://www1.folha.uol.com.br/poder/772352-programas-humoristicos-censuram-piadas-e-tiram-candidatos-do-ar-para-evitar-punicao.shtml


http://wp.clicrbs.com.br/editor/2010/07/30/de-sua-opiniao-sobre-a-restricao-a-programas-humoristicos-em-campanha-eleitoral/?topo=13,1,1,,,13


http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=600JDB011


http://cafecommensagens.blogspot.com/2010/07/lei-proibe-o-humor-politico-tem-graca.html

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cotidiano: As Minhas Compras e o Meu Dinheiro

Até eu caí nessa!! Me peguei surpresa por um descuido tão grande. Esta semana estava fazendo umas compras numa conhecida loja de departamentos e pagaria com meu tradicional cartão de crédito do banco que possuo conta, como sempre faço. Porém uma “queda” do sistema não me permitiu. Estava na boca do caixa e teria de devolver as compras quando a solução apareceu, fazer o cartão da loja. Sou resistente a este tipo de cartão, pois só contribui para devastar nosso orçamento, sem contar possíveis armadilhas como anuidades, taxas e juros.

Com o cartão nas mãos pude tranquilamente pagar minhas compras e voltar satisfeita para casa. Satisfeita? Estes cartões são mesmo uma armadilha. Na hora de pagar a caixa me oferece a opção, pagar em oito vezes com primeira prestação só em novembro. Parecia excelente, ainda mais com o desconto de 10% por utilizar pela primeira vez o cartão. Outras lojas já haviam me oferecido essa vantagem em outras ocasiões e sempre recusei, mas esta era uma questão de necessidade, como voltar para casa sem as minhas compras?

Não sou nenhuma inocente, confesso que não li direito alguns papéis que assinei na loja, erro gravíssimo! Mas, o maior deles foi esquecer o meu hábito de perguntar: tem juros? Eu estava cansada, com fome, sapato apertando, o processo de pagamento estava demorado e a caixa só me ofereceu esta opção, não perguntou em quantas vezes gostaria de pagar, me ofereceu uma e pronto. A questão é: por que ela me ofereceu a opção para pagar em 8 vezes sem dizer que tinha juros e não me ofereceu para pagar em cinco vezes sem juros? Os números ajudam a explicar:

Total comprado: R$ 275,50
Com o desconto de 10%: R$ 247,95 (valor para o pagamento à vista ou em até 5 vezes)
Parcela em 8 prestações: R$ 46,24
Resultando num total de R$ 369,92
Diferença entre as opções de pagamento em 8 vezes para a de 5 vezes: R$ 121,97
Valor da parcela em 5 vezes: R$ 49,59

Para o consumidor qual é melhor? Pagar em 8 vezes de R$ 46,24 ou 5 vezes de R$ 49,59? Nem é preciso fazer conta para saber a resposta.

Os números mostram que para uma compra de R$ 247,95 eu pagaria R$ 369,92, uma diferença de R$ 121,97!!! Com isto estaria pagando 49,2% a mais pelas roupas que comprei. Agora dá para entender melhor porque a vendedora só me ofereceu esta opção de pagamento. Além de ganhar com a venda em si das mercadorias a loja ganha com os juros cobrados em seu cartão, deste modo, atuando como se fosse uma instituição financeira.

Este tipo de operação funciona como um empréstimo, só que disfarçado. É como se a própria loja emprestasse o dinheiro que seria utilizado para comprar com ela mesma e cobrando juros. Na opção de pagamento em cinco vezes “sem” juros também já tem juros embutidos que a gente acaba pagando quando paga à vista. Por isso 10 entre 10 conselheiros financeiros dizem para pedirmos descontos no preço das mercadorias quando pagamos à vista, pois esta já está com juros embutidos.

A facilidade que o cartão da loja nos dá muitas vezes é responsável por assumirmos dívidas maiores que o nosso orçamento e não conseguirmos pagar depois, gerando inadimplência. Como isto é muito comum acontecer, faz com que o negócio da loja seja de risco e por isso justificam juros tão altos, o que pune quem paga corretamente, porque estes acabam pagando pelos que não pagam. Ainda assim este negócio é lucrativo, tanto que as lojas diversificam suas opções de empréstimos ofertando crédito pessoal, seguro de veículos, entre outros.

O conselho é para comprar, sempre que possível, com a opção de não pagar juros, esse dinheiro a mais que deixamos de pagar é um dos negócios mais lucrativos para o nosso orçamento. Dificilmente conseguiria ganhar R$ 121,97 de lucro investindo R$ 247, 95 num ano num investimento financeiro.

A armadilha dos juros está em toda parte, temos que ficar muito atentos ao realizarmos uma compra. Estou cansada de saber disso e numa distração quase pago caro. Felizmente, consegui renegociar com a loja e não pagarei mais este valor. Foi um alívio e agora atenção redobrada.

Para saber mais:







sábado, 14 de agosto de 2010

Cotidiano: Vinicius, Eterno!

Dia desses estava pensando no porque de fazer homenagens a quem já partiu. Se a intenção é demonstrar a alguém a estima que se tem, não faria mesmo sentido fazê-lo para quem não está mais por aqui.

Então, o fazemos não para prestar reverência ao homenageado, fazemos por nós mesmo. Não sabemos realmente como é a vida após a morte, muitos nem acreditam nela, como saber se toda essa admiração importa lá onde quer que estejam? Talvez a vida na Terra já tenha ficado para trás e as coisas daqui já não façam mais sentido. Fazemos isso como uma forma de nos consolarmos, ou para manter presente, para não se deixar esquecer quem não merece ser esquecido, é um modo que encontramos de suprir a falta de alguém.

Mais do que ninguém, Vinicius de Moraes merece todas e tantas quanto forem às homenagens. Mais uma será feita e com justiça! O “Poetinha” que também foi diplomata, mas demitido de seu cargo durante a Ditadura, agora, como uma forma de reparar a carreira interrompida, o diplomata vai ser promovido a embaixador pelo Itamaraty.

Comprovando que fazemos isso por nós mesmos, Celso Amorim, ministro das relações exteriores, disse a respeito da homenagem: “Nós fizemos um bem para o Itamaraty ao resgatar o Vinicius como embaixador. É uma honra para o Itamaraty”.

Mesmo tendo perdido seu cargo oficial, sem dúvidas poucos fizeram pelo Brasil, país que tanto amava, quanto Vinicius. Poucos souberam exaltar e enxergar a beleza, a poesia e a essência de nosso País. Vinicius fez muito mais que isso, viveu intensamente o que mais amava e foi justamente o que o fez perder o cargo, mas foi o que o fez ser Vinicius.

“Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu"
Vinicius de Moraes


Reportagem sobre a homenagem:


Para saber mais, assista ao documentário Vinicius de Miguel Faria Jr.:

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Atualidade: Censo Brasil – Quantos Somos e Como Vivemos

Começou no dia 01 de agosto o Censo, que será realizado pelo IBGE até 31 de outubro, num trabalho gigantesco que envolverá cerca de 230 mil pessoas com a incumbência de trazer ao conhecimento da sociedade o retrato do povo brasileiro, nossa realidade, quantos somos e onde vivemos. Estima-se que existam 58 milhões de domicílios no país a serem visitados e o orçamento do Censo está calculado em R$ 1,677 bilhão, este valor foi previsto no Orçamento da União.

O Censo é uma pesquisa sobre a população, na qual todos são contados, diferentemente de outras pesquisas que podem ser feitas por amostragem, onde apenas algumas pessoas, selecionadas, são pesquisadas de acordo com o escopo de cada caso. O Censo é a única pesquisa que visita todos os domicílios, portanto vai a cada um dos 5.565 municípios do país. Assim, é uma fonte de dados sobre a situação de vida da população, que servem para definição de políticas públicas, é uma forma de acompanhar o crescimento populacional, a distribuição geográfica e também ajudam a iniciativa privada a tomar decisões sobre investimentos como a seleção de locais para a instalação de fábricas, shopping centers, escolas, creches, cinemas, restaurantes etc.

Informações pessoais não são divulgadas, com os dados coletados são feitas estatísticas baseadas na agregação de informações individuais, retirando-lhes a individualidade e a identidade, para a construção de resumos das características relevantes da coleção de indivíduos.

Este será o primeiro Censo totalmente informatizado, o acompanhamento da coleta de dados será realizado em tempo real, as informações serão transmitidas a um sistema que permite acompanhar a evolução dos trabalhos. Deste modo, acontece o aperfeiçoamento dos métodos censitários com o advento tecnológico. A contagem da população é antiga, mas sempre é feita com recursos disponíveis em cada época, já foi feita através de registros de nascimento das igrejas, pelo registro de compra e venda de escravos entre outros documentos que contenha algum tipo de contagem e está presente também na Bíblia.

É importantíssima nossa participação e colaboração com o IBGE. Pode acontecer de não nos sentirmos comprometidos com o Censo, mas devemos estar. Nós fazemos parte de uma sociedade e dentro dela temos determinados comportamentos, o Censo viabiliza a compreensão deles e o planejamento dessa sociedade, seja por meio da ação do governamental ou empresarial que utiliza os dados para o planejamento de sua atividade e, assim, estamos contribuindo para a construção do mundo que nos cerca. Além de tudo, estamos escrevendo a história de nosso tempo.

IBGE na internet:

http://www.ibge.gov.br/home/

http://www.censo2010.ibge.gov.br/

http://www.censo2010.ibge.gov.br/revista.php

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/guia_do_censo_2010.php